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Mais uma vez, a tecnoburocracia esmaga a política


Mensagem supostamente técnica emitida pela Enap desautoriza presença de sindicatos em cursos de formação de novos servidores. Condsef repudia veementemente decisão

Publicado: 02/04/2025
Escrito por: Condsef/Fenadsef

CONDSEF/FENADSEF

Mais uma vez, a tecnoburocracia esmaga a política

Foto: Sarah Paes/Enap

A negativa do Governo Federal em autorizar a presença dos sindicatos gerais nos cursos de formação de novos servidores é mais um exemplo de como a alta burocracia estatal segue atuando em detrimento do projeto político que deveria guiar a administração pública. Amparada por uma mensagem supostamente técnica emitida pela Enap, essa decisão revela um entendimento estreito e apolítico, que chega a equiparar sindicatos a associações, em uma demonstração de ignorância profunda quanto ao papel histórico e constitucional do sindicalismo classista na defesa dos direitos dos trabalhadores.

A Secretaria de Relações do Trabalho e a Secretaria de Gestão de Pessoas do MGI têm se colocado como meras retransmissoras das decisões dessa tecnoburocracia, em vez de assumirem a direção política que lhes caberia na construção de um Estado comprometido com a redução das desigualdades sociais. Ao optarem pela inércia e pela subserviência a interesses burocráticos, ambas as secretarias reforçam a lógica gerencialista e mercadista que reduz a administração pública a um conjunto de "entregas", esvaziando seu sentido político e alienando os servidores do papel que lhes cabe na defesa do serviço público e da democracia.

O sindicalismo de classe, em especial no setor público, tem sido alvo de sistemáticos ataques dessa burocracia, que se volta prioritariamente para a própria perpetuação e cria castas administrativas cada vez mais afastadas da realidade da classe trabalhadora. A exclusão dos sindicatos dos cursos de formação é mais um passo na direção da desmobilização e da fragmentação da categoria, obstaculizando a organização dos servidores desde o início de suas trajetórias no serviço público.

A Condsef repudia veementemente essa decisão e exige que o Governo Federal assuma um compromisso real com o fortalecimento do sindicalismo e com a construção de um Estado que sirva à população e não às castas burocráticas. A tecnoburocracia não pode continuar ditando os rumos da administração pública em detrimento do projeto político que deveria nortear o Governo. É preciso que as instâncias governamentais, notadamente as responsáveis pela gestão de pessoas e relações de trabalho, tomem posição e atuem na direção da construção de um serviço público verdadeiramente comprometido com os direitos da população e dos trabalhadores.



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